A região sul, é formada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e possui grande influência européia (principalmente italiana e alemã).
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À exceção do norte do Paraná , onde predomina o clima tropical, no restante da Região Sul o clima predominante é o subtropical, responsável pelas temperaturas mais baixas do Brasil. Na região central do Paraná e no planalto serrano de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, o inverno costuma registrar temperaturas abaixo de zero, com o surgimento de geada e até de neve em alguns municípios. A vegetação acompanha essa variação da temperatura: nos locais mais frios predominam as matas de araucária (pinhais) e nos pampas, os campos de gramíneas.
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Esse tipo de clima despertou a atenção dos imigrantes europeus, que contribuíram para o desenvolvimento da região no século XX. Grandes levas de famílias, provenientes em sua imensa maioria da Itália e da Alemanha, começam a cruzar o Atlântico no fim do século XIX. Ainda hoje, algumas cidades do Sul, celebram as tradições dos antepassados em festas típicas, como a Oktoberfest, em Blumenau (SC) e a Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS), que atraem muitos turistas. Durante o verão, as praias catarinenses e paranaenses também são procuradas por visitantes de outros cantos do Brasil e até de entrangeiros, na maioria sul-americanos.
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Indicadores:
Os três estados do sul - além do Distrito Federal -, são quem reúnem os melhores indicadores nacionais em educação, saúde e qualidade de vida (nesse último item, inclui-se também o estado de São Paulo). Apesar dos três estados estarem entre os dez maiores arrecadadores de impostos do país, recebem menos verbas federais que os estados do Nordeste - mais carentes. Na tentativa de equilibrar as contas, catarinenses e paranaenses lançam mão de programas de privatização de companhias de energia, água e bancos estaduais.
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Economia:
Situada na fronteira com Argentina, Paraguai e Uruguai, principais parceiros do Brasil no continente, a Região Sul vê sua economia se transformar com o crescimento do setor industrial - o 2° do país, após a Região Sudeste. Tal fato acontece a partir da 2ª metade dos anos 90, com oferta de incentivos fiscais a empresas estrangeiras. Os resultados mais significativos são observados nas regiões metropolitanas de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), para onde se dirigem montadoras de veículos, que modificam o perfil econômico desses estados. Eles recebem diversas indústrias ligadas ao setor de autopeças e novas vagas no mercado de trabalho são abertas. A região possui ainda grande potencial hidrelétrico, destacando-se a usina de Itaipú, no rio Paraná, na fronteira com o Paraguai - a maior do continente e uma das três maiores do mundo.
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A mecanização da agricultura e também da agroindústria, favorecem a expulsão de famílias do campo para a cidade. A consequência desse êxodo rural é a formação de bolsões de miséria nas principais cidades da região.
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A agropecuária continua a desempenhar importante papel na economia da região. O uso de técnicas modernas, propicia boa produtividade às culturas de trigo, milho, arroz, feijão e tabaco, e os estados do Sul são os maiores produtores no país de soja, mel, alho, maçã e cebola. A vegetação rasteira típica da região contribui para a criação de rebanhos bovinos, principalmente nos pampas gaúchos. Até o ano de 2001, apenas Santa Catarina e Rio Grande do Sul estavam livres da febre aftosa bovina - reconhecida mundialmente. Entretanto no decorrer do ano de 2001, alguns focos da febre aftosa foram localizados, vindos da Argentina e providências emergenciais foram adotadas. A criação de aves e suínos também é significativa, sobretudo no Paraná - onde também é expressivo o extrativismo, especialmente de madeira de pinho - e no oeste de Santa Catarina, que abriga abatedouros e frigoríficos. Algumas das maiores indústrias brasileiras de alimentos estão nessa região. Há também a produção do melhor vinho brasileiro e importantes indústrias de malhas e roupas, além de Santa Catarina abrigar o maior número de hotéis e pensões do país.
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O Produto Interno Bruto (PIB) da região, correspondia em 1999, a 16,4% (US$ 91,5 bilhões) do total brasileiro e é o 2° maior do país, após a Região Sudeste.
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Transportes:
A região possui uma boa malha rodoviária, apesar de insuficiente, em razão do grande movimento rodoviário de veículos leves e de cargas - também é caminho entre o Brasil e Argentina e Uruguai. Duplicação e conservação de algumas rodovias vitais tem sido desenvolvidas a partir de 2000. O transporte fluvial é bom em alguns rios e o marítmo, possui no porto de Paranaguá (Paraná) seu principal ponto de apoio, com grande movimento, principalmente para a exportação de grãos e cereais em geral. Existe um razoável movimento ferroviário - apesar do Brasil ser bastante deficiente neste item. O transporte aéreo é bem movimentado, principalemente em Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Fóz do Iguaçú, Londrina e Itajaí. Aeroportos mais modernos e funcionais tem sido reformados e melhor adaptados, para atender à crescente demanda, em Curitiba e Porto Alegre principalmente.